Skip to content
Opens in a new window
Listen to this chapter • 5:58

[1] Então Paulo olhou de frente para os membros do tribunal judaico e disse: «Meus irmãos! Vivi até ao dia de hoje com a consciência tranquila diante de Deus.»

[2] Mas Ananias, o sumo sacerdote, mandou aos que estavam perto de Paulo que lhe batessem na boca.

[3] Paulo disse a Ananias: «Deus há-de castigar-te por isso, seu fingido! Estás aí sentado para me julgares segundo a lei e mandas-me bater sendo isso contra a lei?»

[4] Os que ali estavam disseram a Paulo: «Atreves-te a insultar o sumo sacerdote de Deus?»

[5] Paulo respondeu: «Não sabia, meus irmãos, que era o sumo sacerdote. Na verdade, a Sagrada Escritura diz: Não insultarás o chefe do teu povo.»

[6] Como Paulo sabia que alguns membros do tribunal eram do partido dos saduceus e outros do partido dos fariseus, disse bem alto: «Meus irmãos, eu sou fariseu e descendente de fariseus. Estou aqui a ser julgado, porque acredito que os mortos ressuscitam!»

[7] Quando ele disse isto, os fariseus e os saduceus começaram a discutir e o tribunal ficou dividido.

[8] Porque os saduceus não acreditam na ressurreição dos mortos, nem na existência de anjos ou de espíritos, enquanto os fariseus acreditam.

[9] Às tantas, já todos gritavam. Alguns doutores da lei, que pertenciam ao partido dos fariseus, levantaram-se e protestaram com toda a força: «Não temos nada que reprovar neste homem. E se algum espírito lhe falou, ou até algum anjo?»

[10] A discussão tornou-se tão violenta que o comandante chegou a recear que eles despedaçassem Paulo. Por isso, mandou aos guardas que o tirassem dali e o levassem outra vez para a fortaleza.

[11] Nessa noite, apareceu o Senhor a Paulo e disse-lhe: «Coragem! Porque assim como deste testemunho de mim aqui em Jerusalém, também terás que fazê-lo em Roma.»

[12] Já era manhã quando alguns judeus se reuniram para fazerem um juramento. Juraram que não haviam de comer nem beber, enquanto não matassem Paulo.

[13] Eram mais de quarenta os que tomaram esse compromisso.

[14] Foram ter com os chefes dos sacerdotes e com os anciãos e informaram-nos: «Fizemos um juramento diante de Deus de que não havemos de comer nada, enquanto não matarmos Paulo.

[15] Mandem pois agora, com os outros membros do tribunal, recado ao comandante para o trazer aqui amanhã. Digam que querem ter informações mais completas a respeito dele. Quanto a nós, estamos preparados para o matar antes que ele cá chegue.»

[16] Mas o filho da irmã de Paulo soube do plano e foi à fortaleza avisar o tio.

[17] Paulo chamou um dos oficiais e disse: «Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem uma coisa para lhe contar.»

[18] O oficial levou o rapaz ao comandante e disse: «O prisioneiro Paulo chamou-me e pediu-me que te trouxesse este rapaz. Disse-me que ele tem qualquer coisa para te dizer.»

[19] O comandante pegou no rapaz pela mão, levou-o para um canto e perguntou-lhe: «Que é que tens para me contar?»

[20] Ele respondeu: «Alguns judeus combinaram pedir-te que leves Paulo amanhã ao tribunal, fingindo que querem ter informações mais completas a respeito dele.

[21] Não acredites, porque são mais de quarenta os que vão ficar escondidos à espera de Paulo para o matar. Fizeram todos um juramento solene de não comerem nem beberem nada enquanto não o matarem. Estão prontos para fazer isso. Só esperam que o deixes lá ir.»

[22] Então o comandante mandou o rapaz embora, mas pediu-lhe que não dissesse a ninguém que lhe tinha contado aquilo.

[23] O comandante chamou dois oficiais e ordenou: «Arranjem duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros para irem a Cesareia. Estejam prontos para sair às nove horas da noite.

[24] Preparem também cavalos para Paulo montar e levem-no com toda a segurança ao governador Félix.»

[25] Mandou também por eles esta carta:

[26] «Da parte de Cláudio Lísias ao Excelentíssimo Governador Félix, os meus cumprimentos.

[27] Os judeus prenderam este homem e iam matá-lo, mas quando eu soube que era cidadão romano, fui lá com os meus soldados e libertei-o.

[28] Como eu queria saber de que o acusavam, levei-o ao tribunal dos judeus.

[29] Percebi então que ele nada fizera que merecesse a prisão ou a morte. A acusação que lhe faziam era a respeito da lei deles.

[30] Quando fui informado de que os judeus tinham feito planos para o matar, resolvi mandar-to. Aos que o acusam pedi que tratem contigo do que tiverem contra ele.»

[31] Então os soldados, conforme as ordens que tinham recebido do comandante, levaram Paulo de noite até à cidade de Antipátride.

[32] No outro dia, voltaram à fortaleza e os cavaleiros seguiram com Paulo para Cesareia.

[33] Quando lá chegaram, deram a carta ao governador e entregaram-lhe Paulo.

[34] O governador leu a carta e perguntou a Paulo de que região era. Ao saber que era da Cilícia,

[35] disse-lhe: «Quero ouvir-te quando chegarem os teus acusadores.» E deu ordens para ficar preso no palácio de Herodes.

Actos Dos Apóstolos — Chapters