Skip to content
Opens in a new window
Listen to this chapter • 7:36

[1] Depois Jesus começou a falar-lhes por parábola: — Um homem plantou uma vinha. Pôs uma cerca em volta dela, construiu um lagar, edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores. Depois, ausentou-se do país.

[2] No tempo da colheita, mandou um servo para que recebesse dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha.

[3] Mas os lavradores o agarraram, espancaram e o despacharam de mãos vazias.

[4] De novo, enviou-lhes outro servo, e eles bateram na cabeça dele e o insultaram.

[5] Mandou ainda outro servo, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros.

[6] — Restava-lhe ainda um: o seu filho amado. Por fim, mandou o filho, pensando: “O meu filho eles respeitarão.”

[7] Mas os tais lavradores disseram entre si: “Este é o herdeiro; venham, vamos matá-lo, e a herança será nossa.”

[8] E, agarrando o filho, mataram-no e o lançaram fora da vinha.

[9] — Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e entregará a vinha a outros.

[10] Vocês ainda não leram este trecho da Escritura: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular.

[11] Isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos”?

[12] E procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles; mas temiam o povo. Então eles o deixaram e foram embora.

[13] E enviaram a Jesus alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.

[14] Chegando, disseram-lhe: — Mestre, sabemos que o senhor é verdadeiro e não se importa com a opinião dos outros, porque não olha a aparência das pessoas, mas, segundo a verdade, ensina o caminho de Deus; é lícito pagar imposto a César ou não? Devemos ou não devemos pagar?

[15] Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu: — Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja.

[16] Eles trouxeram. E Jesus lhes perguntou: — De quem é esta figura e esta inscrição? Eles responderam: — De César.

[17] Então Jesus disse: — Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele.

[18] Então alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram:

[19] — Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se um homem morrer e deixar mulher sem filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes para o falecido.

[20] Havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos;

[21] o segundo casou com a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma.

[22] E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.

[23] Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles ela será a esposa? Porque os sete casaram com ela.

[24] Jesus respondeu: — Será que o erro de vocês não está no fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus?

[25] Pois, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos nos céus.

[26] Quanto aos mortos, que eles de fato ressuscitam, vocês nunca leram no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”?

[27] Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Vocês estão completamente enganados.

[28] Chegando um dos escribas, que ouviu a discussão entre eles e viu que Jesus tinha dado uma boa resposta, perguntou-lhe: — Qual é o principal de todos os mandamentos?

[29] Jesus respondeu: — O principal é: “Escute, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!

[30] Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e com toda a sua força.”

[31] O segundo é: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” Não há outro mandamento maior do que estes.

[32] Então o escriba disse: — Muito bem, Mestre! E com verdade o senhor disse que ele é o único, e não há outro além dele,

[33] e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e com todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.

[34] Vendo Jesus que o escriba havia respondido sabiamente, declarou-lhe: — Você não está longe do Reino de Deus. E ninguém mais ousava fazer perguntas a Jesus.

[35] Jesus, ensinando no templo, perguntou: — Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi?

[36] O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo: “Disse o Senhor ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita, até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés.’”

[37] — O próprio Davi chama o Cristo de Senhor; então como ele pode ser filho de Davi? E a grande multidão o ouvia com prazer.

[38] E, ao ensinar, Jesus dizia: — Cuidado com os escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças;

[39] buscam as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes;

[40] devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações. Estes sofrerão juízo muito mais severo.

[41] Sentado diante da caixa de ofertas, Jesus observava como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias.

[42] Vindo, porém, uma viúva pobre, lançou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante.

[43] E, chamando os seus discípulos, Jesus disse: — Em verdade lhes digo que esta viúva pobre lançou na caixa de ofertas mais do que todos os ofertantes.

[44] Porque todos eles deram daquilo que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

O Evangelho segundo Marcos — Chapters