Skip to content
Opens in a new window
Listen to this chapter • 2:47

[1] Honrarias para um insensato são tão impróprias como neve no Verão e chuva no tempo das colheitas.

[2] Como o pássaro e a andorinha que voam sem pousar, a maldição sem motivo não atingirá o objectivo.

[3] O cavalo domina-se com o chicote, o jumento, com o freio, e o insensato, com a vara.

[4] Não respondas ao insensato com a mesma insensatez, para não te tornares semelhante a ele.

[5] Responde ao insensato como merece a sua insensatez, para que ele não pense que é sensato.

[6] Confiar uma mensagem a um insensato é como cortar os próprios pés: só traz problemas.

[7] Um provérbio na boca dum insensato é tão fraco como as pernas dum coxo.

[8] É tão absurdo atar a pedra à funda como dar honras aos insensatos.

[9] Como um ramo de espinheiro na mão de um bêbedo, é o provérbio na boca do insensato.

[10] Quem dá emprego a um insensato ou a um desconhecido que passa põe toda a gente em perigo.

[11] Como o cão que volta ao seu vómito, assim o insensato repete as suas tolices.

[12] Há mais a esperar do insensato do que daquele que se julga muito sábio.

[13] O preguiçoso desculpa-se: «Anda uma fera à solta, um leão a correr pelas ruas.»

[14] Como a porta gira nas dobradiças, o preguiçoso volta-se na cama.

[15] O preguiçoso mete a mão no prato, mas nem sequer é capaz de a levar à boca.

[16] O preguiçoso julga-se mais sábio do que sete pessoas que sabem responder com inteligência.

[17] Intrometer-se em questões alheias é como agarrar pelas orelhas um cão que passa.

[18] Como o louco que lança brasas, flechas e objectos mortíferos,

[19] assim é o homem que engana o seu semelhante e depois lhe diz que foi por brincadeira.

[20] Sem lenha apaga-se o fogo; faltando o mexeriqueiro cessa a contenda.

[21] O carvão mantém as brasas, a lenha mantém o fogo; o intriguista mantém a contenda.

[22] As palavras do mexeriqueiro são como guloseimas, que todos gostam de engolir.

[23] As palavras calorosas com má intenção são como verniz prateado encobrindo louça de barro.

[24] O homem que odeia, dissimula quando fala, mas no seu íntimo esconde planos malévolos.

[25] Quando fala com amabilidade, não te fies nele, porque a sua mente está cheia de coisas abomináveis.

[26] Embora ele procure esconder o seu ódio com embustes, toda a gente acabará por descobrir a sua maldade.

[27] O que abre uma cova para armadilha nela cairá; o que faz rolar penedos fica esmagado debaixo deles.

[28] O mentiroso odeia aqueles a quem engana; o que usa de lisonja empurra para a ruína.

Provérbios — Chapters