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Listen to this chapter • 4:38

[1] Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:

[2] tenho grande tristeza e incessante dor no coração;

[3] porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.

[4] São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;

[5] deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

[6] E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;

[7] nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.

[8] Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

[9] Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

[10] E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.

[11] E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama),

[12] já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço.

[13] Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.

[14] Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!

[15] Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.

[16] Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.

[17] Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.

[18] Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.

[19] Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?

[20] Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?

[21] Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?

[22] Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição,

[23] a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão,

[24] os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?

[25] Assim como também diz em Oseias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada;

[26] e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.

[27] Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.

[28] Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve;

[29] como Isaías já disse: Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.

[30] Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé;

[31] e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.

[32] Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,

[33] como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido.

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