
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (12):
Autoridades citadas no caso Banco Master estariam pressionando ministros do Supremo Tribunal Federal para que Daniel Vorcaro deixe a prisão. A avaliação de aliados do banqueiro é que um possível empate no julgamento da Segunda Turma poderia levá-lo ao regime domiciliar. Nos bastidores, também cresce a possibilidade de uma delação premiada.
O banqueiro Daniel Vorcaro teria feito sondagens iniciais junto à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal sobre um possível acordo de delação premiada no caso Banco Master. A negociação dependeria do resultado do julgamento sobre sua prisão. A defesa do empresário nega qualquer tentativa de acordo neste momento.
Investigações apontam que o patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro cresceu cerca de 588% em apenas oito anos. Documentos enviados à CPMI que apura irregularidades relacionadas ao caso Master mostram que os bens declarados pelo empresário passaram de R$ 82 milhões para aproximadamente R$ 570 milhões no período.
Em meio à pressão da oposição para instalar uma CPMI que investigue o escândalo do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, passaram a apostar em sessões semipresenciais. A justificativa oficial é a janela partidária, mas críticos avaliam que a medida pode reduzir a pressão política em Brasília pela abertura da comissão.
O governo de Donald Trump avalia a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. A medida também poderia atingir a advogada Viviane Barsi. O tema volta a ganhar força em meio às tensões envolvendo o caso Banco Master e debates sobre decisões do STF
O jornalista Luís Pablo foi alvo de uma operação da Polícia Federal após reportagem que mencionava o suposto uso irregular de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino. A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e resultou na apreensão de equipamentos utilizados na atividade jornalística.
Pesquisas recentes indicam aumento da desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal. Levantamento do Datafolha mostra que 43% da população afirma não confiar na Suprema Corte, o maior índice desde o início da série histórica em 2012. Outro estudo, da Genial/Quaest, também aponta crescimento da desconfiança.
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