
Curioso por Ciência #112: Trabalho em equipe é fundamental para a reabilitação de pessoas com anomalias craniofaciais
Curioso por Ciência - USP
Pessoas com anomalias craniofaciais, condições que afetam a formação do rosto e podem comprometer funções como fala, alimentação e respiração, dependem de um acompanhamento especializado que frequentemente se estende da infância à vida adulta. Mas, para que esse cuidado seja efetivo, não basta a atuação isolada de um único profissional.
No episódio desta semana, o Curioso por Ciência, traz os resultados de um estudo que analisou como diferentes profissionais da saúde atuam de forma integrada na atenção especializada, compartilhando conhecimentos e participando conjuntamente das decisões relacionadas ao tratamento.
Segundo a pesquisa, a colaboração entre médicos, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais e outros especialistas contribui para um cuidado mais completo, humano e eficiente. A integração das equipes favorece uma abordagem centrada nas necessidades do paciente e amplia as possibilidades de sucesso no processo de reabilitação.
O trabalho também destaca a importância da formação dos profissionais para o desenvolvimento de competências colaborativas. Nesse contexto, os programas de residência multiprofissional desempenham papel relevante ao promover a aprendizagem conjunta entre profissionais de diferentes áreas da saúde.
Apesar dos avanços, a pesquisa aponta desafios para a consolidação desse modelo de atenção, indicando a necessidade de fortalecer políticas públicas, ampliar estratégias de formação profissional e incentivar práticas colaborativas desde o início da trajetória acadêmica.
O trabalho é parte do doutorado A colaboração interprofissional como fundamento para a reabilitação das pessoas com anomalias craniofaciais: análise na perspectiva da atenção especializada em saúde, de Rayanne Meyer Barduzzi Galvani, orientada pelo professor José Rodrigues Freire Filho, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e concluída em 2025.