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Entre janeiro e março de 2026, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo registrou 910 denúncias de estupro na capital paulista. O estupro não acontece somente com mulheres, mas elas são as que mais sofrem com esse tipo de violência. O cenário demonstra como a cidade de São Paulo afeta as mulheres e que o município não foi pensado com elas nem para elas. Segundo Paula Freire Santoro, coordenadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade) e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da USP, as mulheres sofrem três tipos de violência ao longo da sua trajetória pela cidade de São Paulo e dos grandes centros urbanos.
A primeira está associada ao trajeto até o transporte público, na rua. “Um assédio que é no caminho do ponto de ônibus, por exemplo, e no ponto, que é um assédio verbal, mas que está corporalmente constante, mas é um assédio que, muitas vezes, a gente não considera assédio.” O outro é o assédio físico que ocorre dentro do transporte público, que, como diz a professora, “é um assédio corporal, que é dentro do ônibus, dentro do vagão do Metrô, dentro do vagão do trem, que está muito cheio, ou seja, a condição do nosso serviço de lotação implica num assédio que é corporal. É um homem se esfregando na mulher, colocando-a em situações que tem o constrangimento de descrever. Mas a gente sabe que elas se dão”.
A terceira forma é o estupro, que acontece tanto em locais abertos quanto em locais fechados. Paula Santoro explica que, dependendo do caminho a ser percorrido, o trajeto pode facilitar momentos de abuso sexual. “Isso também acontece nesses espaços confinados, mas também acontece no caminho. Quando esse caminho é muito ermo, por exemplo, quando eu tenho uma série de arbustos e verdes, ou seja, na hora que eu penso a vegetação, pensar em uma vegetação que visualmente eu possa ver pessoa a pessoa caminhando é importante.”
Cidade em Movimento
O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer.
Produção: Breno Marino e Isabella LopesProdução geral e edição: Cinderela CaldeiraE-mail: ouvinte@usp.br Horário: Quinzenalmente, quintas-feiras, às 8h35
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A primeira está associada ao trajeto até o transporte público, na rua. “Um assédio que é no caminho do ponto de ônibus, por exemplo, e no ponto, que é um assédio verbal, mas que está corporalmente constante, mas é um assédio que, muitas vezes, a gente não considera assédio.” O outro é o assédio físico que ocorre dentro do transporte público, que, como diz a professora, “é um assédio corporal, que é dentro do ônibus, dentro do vagão do Metrô, dentro do vagão do trem, que está muito cheio, ou seja, a condição do nosso serviço de lotação implica num assédio que é corporal. É um homem se esfregando na mulher, colocando-a em situações que tem o constrangimento de descrever. Mas a gente sabe que elas se dão”.
A terceira forma é o estupro, que acontece tanto em locais abertos quanto em locais fechados. Paula Santoro explica que, dependendo do caminho a ser percorrido, o trajeto pode facilitar momentos de abuso sexual. “Isso também acontece nesses espaços confinados, mas também acontece no caminho. Quando esse caminho é muito ermo, por exemplo, quando eu tenho uma série de arbustos e verdes, ou seja, na hora que eu penso a vegetação, pensar em uma vegetação que visualmente eu possa ver pessoa a pessoa caminhando é importante.”
Cidade em Movimento
O podcast Cidade em Movimento vai ao ar na Rádio USP, mensalmente, terças-feiras, às 8h35 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast. Veja todos os episódios do Cidade em Movimento no Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer.
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