< Romanos 1

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[1] Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
[2] o qual ele prometeu previamente por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,
[3] acerca do seu Filho, que, segundo a natureza humana, era descendente de Davi
[4] e que, mediante o Espírito de santidade, foi declarado com poder Filho de Deus pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, o nosso Senhor.
[5] Por meio dele, recebemos graça e apostolado para chamar todos os gentios à obediência da fé por causa do seu nome.
[6] E vocês também estão entre os chamados para pertencerem a Jesus Cristo.
[7] A todos os que estão em Roma, amados de Deus, chamados para serem santos: Graça e paz a vocês da parte de Deus, o nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
[8] Primeiramente, dou graças ao meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vocês, porque a fé de vocês é proclamada em todo o mundo.
[9] Deus, a quem sirvo de todo o coração pregando o evangelho do seu Filho, é minha testemunha de como constantemente me lembro de vocês
[10] nas minhas orações; peço que agora, pela vontade de Deus, finalmente me seja aberto o caminho para que eu possa visitar vocês.
[11] Anseio vê‑los, a fim de compartilhar algum dom espiritual para fortalecê‑los,
[12] isto é, para que vocês e eu sejamos mutuamente encorajados pela fé.
[13] Não quero que sejam ignorantes, irmãos, quanto ao fato de que muitas vezes planejei visitá‑los para colher algum fruto entre vocês, como também entre outros gentios, mas fui impedido até o presente momento.
[14] Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.
[15] Por isso, estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.
[16] Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro, do judeu e, depois, do grego.
[17] Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.
[18] Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça,
[19] pois o que de Deus se pode conhecer é revelado entre eles, porque Deus lhes revelou.
[20] Pois, desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus — o seu eterno poder e a sua natureza divina — têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;
[21] porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe renderam graças. Pelo contrário, os seus pensamentos tornaram‑se fúteis, e o coração insensato deles se obscureceu.
[22] Embora eles afirmem ser sábios, tornaram‑se tolos
[23] e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas à semelhança do homem mortal, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
[24] Por isso, Deus os entregou à impureza sexual, aos desejos do coração deles, para desonrarem o corpo deles entre si.
[25] Trocaram a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo à criatura, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.
[26] Por causa disso, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até as mulheres trocaram a relação sexual natural por outra contrária à natureza.
[27] Da mesma forma, os homens também, tendo deixado a relação sexual natural com a mulher, se inflamaram em desejo uns pelos outros. Homens com homens cometeram atos vergonhosos e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.
[28] Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam.
[29] Tornaram‑se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, cobiça e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros,
[30] caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem aos pais;
[31] são insensatos, desleais, insensíveis, sem misericórdia.
[32] Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá‑las, mas também aprovam aqueles que as praticam.